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Pânico

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Enviado por Ghuyer em qui, 04/14/2011 - 23:23

Depois de realizar A Hora do Pesadelo 7: O Novo Pesadelo (New Nightmare, 1994), e, acredito eu, empolgado por ter mais uma vez metido medo a quem ia ao cinema, o diretor Wes Craven se deixou envolver na realização de outro filme de terror logo em seguida: um roteiro de um então estreante Kevin Williamson. A história criava a oportunidade perfeita não só para Craven se reerguer, como para o próprio gênero Terror, tão em baixa nos anos 90, voltar com tudo.

Dito e feito. Pânico (Scream, 1996) foi um sucesso.
 
 
O mais curioso (e maravilhoso) de Pânico é que o longa é um apanhado geral de absolutamente todas as convenções do gênero. Williamson anotou tudo que se repetia nos filmes de terror, e criou uma fórmula para parodiar o gênero ao mesmo tempo que o homenageava.
 
É onde entra Wes Craven. Não é qualquer um que conseguiria dirigir o filme. Cheio de situações de complicada sincronia dramática, o roteiro de Williamson mistura o tempo todo a tensão e o humor. Só que é um humor contido. Pânico é muito mais enervante que engraçado.
 
Em termos de referências, Williamson não foi nada discreto. Há um personagem, Randy (Jamie Kennedy), que sabe tudo de filmes de terror, e nunca hesita em citar frases de clássicos. Aliás, há um momento genial em Pânico em que os personagens estão assistindo a Halloween (Halloween, EUA< 1979). É nesse momento que, enquanto Randy faz um monólogo enumerando as regras para sobreviver a um filme de terror, todas as regras citadas são quebradas uma a uma, de modo bastante divertido.
 
Com ponta de Drew Barrymore, a primeira cena (icônica) do filme também é repleta de referências. No diálogo ao telefone, ela conversa sobre seu filme de terror preferido, e comenta sobre A Hora do Pesadelo (“É muito bom! Mas os outros não prestam.”). Em outro momento a protagonista Sidney (Neve Campbell, ótima), também ao telefone, cita um dos clichês do Terror, e em seguida faz exatamente a mesma coisa! O faxineiro do colégio veste um casaco de lã com listras horizontais verdes e vermelhas, usa um chapéu e se chama Freddy (han-han?). E o namorado de Sidney se chama Billy Loomis (Skeet Ulrich) – não por acaso Loomis também o sobrenome do Dr. Sam Loomis de Halloween.
 
O longa está repleto de referências a clássicos do terror, e isso é formidável. O final surpreendente, também, é sensacional. Eu estava com medo de o filme não surtir muito efeito em mim, uma vez que a paródia Todo Mundo em Pânico (Scary Movie, EUA, 2000) conta com milhares de spoilers, e eu já a havia visto antes. Claro, não é culpa do filme, afinal é uma paródia, e obviamente spoilers ali se encontrarão. Mas na época em que eu vi Todo Mundo em Pânico eu não tinha nação disso, era uma criança. Agora só resta ficar indignado por não ter visto Pânico antes. Eu teria mais medo ali, e riria mais na paródia depois. Seria duplamente gratificante. Pena que não aconteceu.
 
De qualquer forma, se mesmo com os spoilers eu fiquei surpreendido com a revelação final, e a tensão permaneceu intacta o tempo todo, basta dizer que foi graças à direção segura de Wes Craven que Pânico deu certo.
 
Deu certo e resultou em duas continuações. Bom, agora, em três.

Poltronas 

5

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