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Pânico 2

imagem de Ghuyer
Enviado por Ghuyer em sex, 04/15/2011 - 00:05

Obs: Tratando-se de uma sequência, obviamente haverá a prenseça de "spoilers" do primeiro filme.

Deixando bastante de lado o humor que acompanhava boa parte do longa anterior, Pânico 2 (Scream, EUA, 1997) surge incrivelmente eficaz mesmo indo contra aquilo que mais chamava atenção no primeiro filme. A regra diz que o original é sempre melhor. Às vezes essa regra é quebrada. Eis um exemplo. Wes Craven e Kevin Williamson se juntam de novo, e de novo fazem mágica. Mas, se Pânico era seu ‘Abracadabra’, Pânico 2 é o ‘Alakazan’!

 

Craven e Williamson conseguem dar uma continuidade orgânica à história. Pânico 2 começa com a estréia da adaptação cinematográfica do livro da jornalista Gale Weathers, aquela que investigara o assassinato da mãe de Sidney. Novamente muito bem interpretada por Courteney Cox (a eterna Monica de Friends provando seu talento), a personagem ganha muito mais espaço e profundidade agora, e poderia muito bem soar como mera caricatura nas mãos de uma atriz menos talentosa. É dispensável dizer que os assassinatos já começam nessa primeira cena. E não param mais.

Há muito mais mortes. Claro. É uma sequência. Como bem diz Randy (Jamie Kennedy), o mesmo entendido em filmes de terror do primeiro filme, sobre as regras das sequências do gênero: “1º: a contagem dos mortos é sempre maior. 2º: as cenas de morte são muito mais elaboradas. Mais sangue, mais gore. [...] E 3º: se você quer que o seu filme vire uma franquia…”. Ou seja, Pânico 2 ainda tem suas próprias referências ao gênero. [agora vem um dos spoilers mencionados]. Deixar Randy vivo no final de Pânico foi muito esperto por parte do roteirista. É graças a ele que surgem alguns dos melhores diálogos do filme (as referências). E é curioso notar a aparência física (e emocional) do personagem. Se antes Jamie Kennedy incorporava Randy como o nerd virgem desajeitado (mas nunca tão clichê), aqui, depois do trauma, Randy surge muito mais contido, sério, e com noção do perigo que corre. Méritos ao ator (o sortudo hoje está namorando a Jennifer Love Hewitt – com certeza virgem ele não é mais).

E se em Pânico tínhamos uma ponta de Drew Barrymore, agora temos uma de Sarah Michelle Gellar. Linda como sempre, ela faz uma das integrantes-mor daquelas irmandades das universidades dos EUA – ainda não me explicaram por que todas elas se batizam com letras do alfabeto grego. Pena que é uma ponta. Eu adoraria só vê-la mais alguns minutos no filme (não estranhem, eu cresci vendo Buffy, não posso evitar). A sorte é que, à frente da história, novamente temos Neve Campbell que, mais segura de si como atriz, aparece agora de cabelo curto, o que serve de bela referência a sua necessidade de esquecer o passado.

E é preciso dizer que a atriz tem seus momentos fortemente dramáticos no longa. A dedicação de sua performance pode ser facilmente reconhecida em uma das despedidas do namorado Derek (Jerry O’Connell) – são namorados, então sempre se despedindo –, e durante os últimos momentos do filme, legítimo grand finale super tenso. Tenso. O filme todo é tensão pura. E a maior delas se dá em uma perseguição entre Gale e o assassino, dentro de um dos prédios da universidade; o ápice da sensação de se grudar na cadeira de tão nervoso é no momento que se passa em um estúdio de som. Uma cena soberba. Sem mais.

Complementando a atmosfera do filme, cenas noturnas são envoltas na bela fotografia de Peter Deming, tudo é bem encaixado pela montagem ágil e sóbria de Patrick Lussier (sem apelar para cortes bruscos demais) e pontuado pela trilha de Marco Beltrami que, sem apelas para acordes bruscos demais, cria uma música que surge competente ao dar o tom certo de tensão, e também consegue fazer referências a temas clássicos dos filmes de terror, como os de Psicose (composto por Bernard Herrman) e Sexta-feira 13 (Friday the 13th, EUA, 1980) (composto por Harry Manfredini), e se não me engano há um momento que até uma variante do tema de Freddy Krueger (composta por Charles Bernstein) é ouvida.

Mais uma vez, Wes Craven acerta. E Kevin Williamson também. Direção e roteiro equivalentes. Momentos tensos, momentos dramáticos, final surpresa de novo. Baita dupla havia se formado.

Poltronas 

5

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