HP HD

imagem de Pedro
Enviado por Pedro em dom, 07/10/2011 - 23:05

 

Como meu bom amigo Eduardo Christofolli sempre diz: HD mesmo é película.

 

Comparar filmes e ainda mais a qualidade de filmes em seus múltiplos lançamentos sempre é uma coisa complicada e problemática. Nem LCD, nem LED, nem tubo jamais vão mesmo se comparar com a qualidade que tu tem de um filme exibido no cinema. Minha querida professora Cristiane Freitas costuma dizer que cinema mesmo só cinema. Mas me coube fazer essa comparação e vou abrir fazendo o mea culpa caso alguém me acuse de ser um Potter-head.

Minha relação com Harry Potter começou ainda antes dos filmes. Uma namorada da época era, na falta de eufemismo melhor, uma doente pelos livros. Se me lembro bem comprou O prisioneiro de Azkaban na semana (se não no dia) em que saiu no Brasil. Por isso e por muitas outras razões, assisti todos os filmes no cinema (a maior parte deles na semana de estréia; acho que apenas Cálice de Fogo eu acabei assistindo bem depois) e nos últimos anos, até pelas reprises sem limites dos canais da TV a cabo, eu assisti e re-assisti cada um deles (menos O Enigma do Princípe) diversas vezes. Logo, logo estarei comprando o Relíquias da Morte – parte 1 em Bluray e estarei completando a coleção (claro, depois precisa comprar o Parte 2).

Quando eu comprei o primeiro Harry Potter em Bluray eu já tinha assistido os quatro primeiros filmes em 1080p que eu tinha baixado da Internet. Minha primeira impressão foi: com certeza a versão download não é a mesma coisa, especialmente na qualidade de som e nas cenas de ação. Mas pra falar do primeiro filme eu preciso falar da Câmara Secreta também. Por que? Porque são os dois filmes dirigidos por Chris Columbus. E para falar deles eu preciso necessariamente comparar com Azkaban e Cálice de Fogo. Os dois primeiros filmes, de fato, se destacam dos outros não apenas pela preciosa direção de Columbus – que, combinemos, é muito melhor que todos os outros – e pela adaptação, digamos, mais fan-friendly, mas pelos cuidados da produção nos detalhes. E penso que isso é a coisa que mais salta aos olhos ao se ver os dois primeiros filmes nesse tipo de qualidade. A imensa tela do cinema – e o fato de que na maior parte das vezes se assiste um filme assim apenas uma ou duas vezes na vida – deixa passar em branco a imensa (sério, IMENSA) quantidade de detalhes que algumas cenas reservam. Dos livros na biblioteca – que numa tela razoavelmente grande podemos ler os títulos – até a gruta da câmara secreta com suas pedras trabalhadas.

Em Azkaban, Alfonso Cuarón tenta seguir a linha de Columbus: o filme é realmente cheio de detalhes que assistindo nas péssimas qualidades de Telecines, Warners e TNTs da vida certamente passam batido. Recentemente uma fã colocou no Tumblr os detalhes das jóias – como o Timeturner da Hermione – e eu já os tinha visto vendo o filme em HD. Mas o filme peca nos efeitos especiais. Todos eles ficam tão claramente falsos que chega a ser até engraçado em alguns momentos. Entretanto é um dos filmes que mais vale a pena ser visto em HD porque ele é cheio de cenas dos cenários da Escola e parece impregnar o nosso olho com aquelas informações: depois nos outros filmes passei a procurar sem parar os mesmos detalhes.

Aliás, esse problema dos efeitos especiais é recorrente e só vai ser sanado mesmo a partir de A Ordem da Fênix. Em Calíce de Fogo o labirinto aparece obviamente sendo de plástico, em diversas cenas e toda a luta de Harry com o dragão na primeira prova do Torneio dá até algumas risadas. Já em Ordem quando a casa de Sirius aparece pela primeira vez o efeito é fantástico e, como já disse antes, numa televisão boa e grande o suficiente se podem ver os tijolos mexendo lentamente e todos os detalhes dentro da casa das pessoas (e vale mencionar que naquela cena em que eles param na frente da casa temos um show de figurinos - principalmente o de MadEye Moody).

Mas a partir da Ordem da Fênix temos o retorno de um cuidado muito especial dado pela produção e que salta aos olhos assistindo em HD. Na casa de Sirius Black as paredes parecem vivas; é possível ver os contornos da casa, aquele imensa cozinha e os artefatos e coisas pela casa ganham um destaque todo especial. Enigma do princípe e Relíquias da Morte – parte 1 continuam também assim, mas de forma alguma conseguem repetir o cuidado com imagem, som e cenários dos dois primeiros filmes. As roupas – principalmente da família Malfoy – saltam aos olhos: o branco da camisa que Snape usa por baixo, o tecido felpudo das capas das crianças – tudo é tão bem cuidado e em alta qualidade salta mesmo aos olhos.

Recomendo principalmente a quem é muito fã e tenha um HD player como um PS3 ou um bluray player mesmo que re-assista os filmes nessa qualidade. Toda a beleza e esforço da produção dos filmes – especialmente na questão da beleza dos visuais e cenários e na qualidade de som – ganham um brilho especial e ficam na cabeça. Depois, quando se pegar assistindo as reprises de canais de TV a cabo, aposto que você vai ficar procurando os detalhes. Aliás, me omiti aqui de mencioná-los em minúcias porque considero que podem ser um spoiler pra quem adora esses filmes que, por bem ou mal, fazem parte intrínseca de todo o léxico cinematográfico do nosso novíssimo século. E dou mais uma dica: prestem bem atenção nas roupas de Dumbledore no primeiro filme. Sério. Detalhes que você nem imaginava e que não foram repetidos pela produção nos outros filmes. 

Comentários

Comentar

Plain text

  • No HTML tags allowed.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.