True Blood S04E01

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Enviado por Ghuyer em sex, 07/22/2011 - 04:24

Foi mais ou menos depois de um ano de Fakeline (meu blog de cinema) que decidi falar ali também sobre séries de TV. Minha primeira tentativa resultou em longo texto sobre a primeira e a segunda temporadas de True Blood - que depois publiquei aqui no Fila K também. Gostei bastante da experiência, só que não me aventurei a fazer isso de novo. Pelo menos não nesse formato. Comentar duas temporadas de uma série rica em detalhes como True Blood em apenas um texto é uma atividade cansativa e, quem sabe, pouco proveitosa, visto que a possibilidade de um texto de 37 parágrafos ser lido por completo é bem baixa. Assim, retorno agora com a intenção de comentar episódio por episódio das séries que eu acompanho à medida que os assisto (no meu próprio ritmo, lento).

Obs: "spoilers" não serão poupados.

Então, depois uma terceira temporada que começou sensacional (o S03E01 na minha opinião é o melhor episódio de toda a série), e terminou para lá de decepcionante (cimentar o Russel, Eric? Cimentar o Eric, Bill?? Que porra é essa, Alan Ball???), True Blood parece que se tocou da ratiada, e veio com um belo início para sua quarta temporada.

A decisão mais sábia foi, para mim, terem feito se passado um ano desde os últimos acontecimentos vistos na S03. Primeiro porque dilui a idiotice daquilo que aconteceu. E depois porque mexer com conceitos temporais é sempre interessante, ainda mais quando esses envolvem situações já mencionadas nas temporadas anteriores, como o desaparecimento do avô de Sookie, Earl. Especificamente aí, no entanto, é decepcionante o pouco peso dramático feito com a morte de Earl. Personagem intrigante devido às menções de Sookie ao longo da série, é triste que seja tão pouco aproveitado agora. Mas fica a pergunta se aquele seu relógio que ficou com Jason terá alguma importância na história (quero acreditar que sim).

Falando em Jason, é gratificante ver como amadureceu, porém sem ter perdido sua doce inocência – e repito aqui a grande atuação de Ryan Kwanten nesse papel. Sua relação com a família daquela licantropa loira misteriosa promete bons momentos na temporada. E outra relação curiosa é aquela de Sam e seu grupo de controle de raiva. Por um lado, espero que seja apenas a swigers party que parece ser, pois aparentemente não há nada em True Blood que não tenha relação com alguma conspiração, vide as fadas de Sookie – e eu sabia que tinha algo de errado com elas desde o começo (aquele cenário não podia ser tão falso!).

Seguindo nas mudanças dos personagens, o vício do detetive Andy Bellefleur não convence, e espero que seja logo esquecido pelos roteiristas, afinal humanos viciados em V pararam de ter graça ainda na S01. Já o romance de Lafayette (mas que cabelo é esse?!) com Jesus e seu envolvimento com bruxaria parecem ser bastante importantes para o desenvolvimento da trama central dessa temporada, como prova a última cena do episódio, que mostra Bill como o Rei da Louisiana convocando ao seu aposento uma das participantes do culto de Jesus (aquela carinha de bibliotecária inocente não tinha me convencido mesmo). Aliás, Bill como Rei promete embates interessantes com Eric (que felizmente continua exatamente igual, com aquele senso de humor fascinante). E cabe comentar o acerto em fazer Bill rapidamente ajudar Sookie a se livrar de perguntas sobre onde esteve no último ano – foi um modo rápido, fácil e aceitável de tocar a narrativa para frente sem se segurar em explicações repetitivas, além de reaproximar Bill de Sookie, ainda que minimamente.

Por fim, devido ao breve encontro de Jessica e Pam no banheiro da Fangtasia, vou supor que essa última terá um surto emocional nos próximos episódios, ao mesmo tempo em a primeira irá desenvolver um pouco mais suas características vampirescas.

4/5

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